Bonecas mineiras de cabaça recebem prêmio de artesanato
BELO HORIZONTE - Os olhos afiados de dona Stela Rachid sempre foram apaixonados por bonecas. Tanto que foi ela quem vislumbrou, em cabaças sem uso no sítio de seu pai, contornos de mulher em saia rodada.
Com biscuits e tinta de cores berrantes ela deu feições e vestidos às bonecas que hoje são mania em feiras de artesanato e lojas de presentes e decoração. “As bonecas são meu forte e meu fraco”, define a artesã e empresária de Divinópolis, região centro-oeste de Minas Gerais.
Foram também as bonecas que garantiram, para a marca criada pela artesã, Bonecas do Brasil, o prêmio Top 100 de artesanato, que reconheceu as cem melhores unidades produtivas do setor no país.
Hoje ela administra, com a ajuda de duas filhas e do marido, uma organizada fábrica de bonecas. São seis funcionários, além das atividades terceirizadas, que produzem 600 bonecas por mês.
O lay-out da fábrica é pensado para evitar desperdício e perda de tempo e cada um tem a sua tarefa, numa espécie de produção em série que, ao contrário de grandes indústrias, faz cada uma das peças diferente da outra. “Não gosto de repetir, prefiro inventar um detalhe diferente, uma cor, um modelo de vestido”, diz Stela.
A hora de criar, para Stela Rachid, é solitária. “Normalmente é quando acaba o expediente e o telefone pára de tocar”, diz. A inspiração vem das mulheres que convivem com a artesã, um retrato delicado de um cotidiano simples e nem por isso menos rico.
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