3/29/2006

Venda de artesanato registra aumento de 192%

A Associação Arte Serrana, junto com o Sebrae e prefeitura de Lages, mantem em funcionamento a Casa Arte Catarina, situada à Praça João Ribeiro, onde são encontrados à venda uma variedade de produtos artesanais.
A consultora do Sebrae e coordenadora do Programa de Apoio ao Artesanato Catarinense, Vivian Brandão, explica que a Casa Arte Catarina é um dos espaços criados para a venda dos produtos artesanais confeccionados pelos artesãos da Associação.
“Em comparação com 2004, em 2005 tivemos um incremento de 192% nas vendas de artesanato”, revela Vivian. “Nossos produtos podem ser encontrados à venda nos seguintes locais: Casa Arte Catarina (na Praça da Catedral); na Casa do Artesão (no pátio da Fundação Cultural); nas Fazendas de Turismo Rural Boqueirão e Pedras Brancas; no Parque da Maçã (em São Joaquim) e semanalmente também são colocados à venda na feira da Praça da Catedral, promovida sempre no segundo sábado de cada mês”, informa.
Páscoa à venda -
A Casa Arte Catarina, instalada na Praça João Ribeiro, em frente à Catedral Diocesana, tem à venda produtos artesanais de Páscoa e uma variedade de outros trabalhos confeccionados pelos artesãos da Associação Arte Serrana (AAC).
A Casa Arte Catarina faz parte do Programa de Apoio ao Artesanato da Serra catarinense, desenvolvido em parceria do Sebrae, prefeitura de Lages e AAC. A venda de artesanato é feita em horário comercial, das 8 às 12 e das 14 às 18 horas.
Associação Arte Catarina elegerá nova diretoria
Na sexta-feira (30) será escolhida a nova diretoria da Associação Arte Serrana que congrega cerca de 600 artesãos de toda a região. Os artesãos irão se reunir na Pousada do Sesc, às 17 horas, para eleição dos novos diretores. Também será comemorada a passagem do Dia do Artesão, ocorrido no último dia 19 de março.
A AAC existe há três anos e foi criada através de parceria do Sebrae e prefeitura de Lages. http://www.weblages.com/noticias 29/3/2005

3/28/2006

Artesanato ajuda na ressocialização de presos

Jornal Agora, 28 de março de 2006


Um projeto executado pela comarca de Bom Jardim consegue com êxito, desde maio de 2005, a ressocialização de presos provisórios e definitivos. “Trabalho e Ressocialização – Liberdade pela Arte” é voltado para a confecção de artesanato, em parceria que reúne também o Ministério Público, as prefeituras de Bom Jardim e de São João do Caru, e o Conselho da Comunidade. Segundo o juiz da comarca e idealizador do projeto, Júlio César Lima Prazeres, alguns presos já confeccionavam artesanato nas próprias celas. “Conseguimos organizá-los, e levá-los das celas para uma oficina”, afirma. “Trabalho e Ressocialização – Liberdade pela Arte” tem por objetivo garantir condições dignas de salubridade mental aos presos. Quer, ainda, conferir a eles a possibilidade de retorno ao convívio social com perspectivas concretas de inclusão no mercado de trabalho, e a sustentabilidade da nova condição. A cela onde funciona a oficina foi construída na área da delegacia de Polícia, com apoio da prefeitura, que patrocinou a obra. Com dimensão de 30m x 30m, possui banheiro, armários e balcão de trabalho onde os presos passam o dia criando e fazendo peças. Porta-jóias, porta-retratos e, até mesmo, maquetes são produzidos com palitos de picolé e de dentes.Ao Conselho da Comunidade cabe o controle de freqüência dos presos no projeto. A partir daí é contabilizada a remissão da pena. Enquanto o Judiciário garante a execução do trabalho, o Ministério Público garante ao preso a participação no projeto, além de fazer o seu acompanhamento. Segundo o juiz, os detentos são beneficiados de várias formas: remissão da pena (cada três dias trabalhados correspondem a um dia a menos na pena); vantagem financeira (os produtos são comercializados por eles); além de aspectos social e psicológico. Cerca de doze presos participam do projeto atualmente. Além de comercializados, os trabalhos são expostos ao público. Os presos já participaram de exposições na Feira do Município, e no Ministério Público, em São Luís O dinheiro oriundo de multas aplicadas pelo juizado especial criminal da comarca é revertido no ‘Trabalho e Ressocialização’, para a aquisição da matéria-prima das peças. Além desse projeto, a comarca de Bom Jardim tem outra iniciativa de sucesso: a Casa Albergue, onde dormem apenados em regime aberto.

3/24/2006


De Tubiacanga para o mundo
Mirem-se no exemplo daquelas Mulheres de Tubiacanga: quando seus maridos embarcam nos pesqueiros, elas tecem longos bordados... Se a canção de Chico Buarque fosse inspirada no universo feminino de Tubiacanga, a letra provavelmente seria outra. Afinal, ao contrário das mulheres de Atenas, as insulanas têm sim gosto e vontade, qualidade e sonhos. Prova disso são as obras de arte produzidas por elas a partir de sucata. Vale tudo: desde tubos de xampu até embalagens de óleo para carro, que são transformados, com muita criatividade, em peças para decoração e utensílios variados. O artesanato com o selo e a identidade da cooperativa já ultrapassa os limites da Ilha e ganha as areias de Ipanema e o calçadão de Copacabana. Em parceria com o artista plástico e estilista Cocco Barçante, as Mulheres de Tubiacanga passam a ter seu trabalho reconhecido no circuito alternativo da moda e da arte cariocas às vésperas do Dia Internacional da Mulher.
Na quarta-feira, a convite de Cocco, elas participam da exposição “Rio de imagens femininas”, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, na Praça Onze.
— Sempre as convido para participar de exposições comigo. As pessoas se encantam em todos os lugares por onde elas passam — conta o artista, que também dá aulas no Centro de Moda do Senac-Rio.
É assim desde a Feira de Arte Iniciativa Solidária no Jardim Botânico no fim de 2005, na qual as Mulheres de Tubiacanga tiveram a primeira oportunidade de mostrar o que aprenderam nas oficinas de reutilização de plástico, mosaico ecológico e pintura em tecido.
As aulas são ministradas desde setembro como parte do projeto Artesanato, implementado na comunidade pelo Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida e coordenado pelo Instituto para o Desenvolvimento Local.
— Depois, surgiu a idéia de montarmos a cooperativa para vender nossos produtos. Investimos parte do dinheiro em material e dividimos o restante — explica Leila Sobral, uma das artesãs.
O talento é tanto que, de alunas, Cocco as transformou em parceiras da coleção Sentimentos do Rio, linha de roupas que desenvolve a partir de paisagens típicas dos bairros cariocas. Na fase Ipanema do projeto, o artista precisou de bolsas para embalar suas camisas.
— Cortei uma garrafa PET ao meio, furei a tampinha e fiz uma alça de malha. Dali saiu a primeira bolsa — lembra Rita Pereira, outra de suas alunas.



Seteps participa da Conferência Internacional de Empreendedorismo

Rosa Carvalho, diretora de Trabalho da Seteps, vai representar a Secretaria na Conferência em Brasília
Nazareth Brabo destaca apoio do governo estadual para pequenos e médios empreendedoresBuscar novas fontes de financiamento para ações voltadas ao crescimento das pequenas e médias empresas é o objetivo da diretora do Trabalho da Secretaria Executiva de Trabalho e Promoção Social (Seteps), Rosa Carvalho, que estará em Brasília, junto com a Chefe da Divisão de Artesanato, Benedita Araújo, no período de 27 a 30 deste mês.
Elas vão representar a secretaria na Conferência Internacional sobre Financiamento para o Empreendedorismo e o Crescimento de Pequenas e Médias Empresas, na qual serão debatidas e examinadas políticas, programas e mecanismos financeiros com foco no crescimento desses pequenos e médios empreendimentos.
Para titular da Seteps, Nazareth Brabo, o Governo do Estado, por meio da Secretaria Especial de Proteção Social (SEEPS) e de outros órgãos como Banco do Cidadão, Seicom, Sepros e a própria Seteps vêm dando todo apoio para oportunizar os pequenos empreendedores no fortalecimento de seus negócios. Nazareth Brabo acredita que são espaços como esse da Conferência Internacional que colaboram também no processo, "para que se possa garantir o incremento necessário às atividades de pequenos e médios empreendedores do nosso Estado, possibilitando a geração de renda", declarou.
Para o evento, que é promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em parceria com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), estão sendo esperados participantes de cem países, sendo que sua abertura contará com a presença do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Visando uma divulgação maior do artesanato brasileiro no cenário internacional, durante a conferência, haverá uma exposição de artesãos. As representantes da Seteps levarão para essa exposição peças do artesanato paraense como cuias, cheiro do Pará, bolsas, miniaturas de cerâmica, bijuterias, entre outros.
www.pa.gov.br, 24/3/2006

Artesanato paraibano é destaque em evento realizado em São Paulo


O Programa ‘A Paraíba em Suas Mãos’, mais uma vez, foi sucesso de vendas e de público na 8ª Craft Design/9ª Off Gift (foto), feira de decoração e design que aconteceu até o último domingo no Centro Fecomércio de Eventos, na cidade de São Paulo (SP). A participação da Paraíba nessa feira é um reconhecimento nacional de que o artesanato paraibano tem qualidade, pois o diferencial da Craft Design é justamente a seleção de produtos inovadores, com atenção especial para o design, aspectos funcionais, responsabilidade ambiental e contribuição social, além de atender ao mercado mais sofisticado, proporcionando a realização de bons negócios. O evento é freqüentado por lojistas, arquitetos, decoradores e profissionais da área de decoração e os produtos paraibanos tiveram boa aceitação sendo realizadas diversas vendas e também foram solicitados muitos pedidos que serão encaminhados aos compradores. As lojas Bicho Preguiça, Bertolucci e Casa da Vila de São Paulo, Alvorada Home Center, de Tocantis, entre outras, adquiriram peças paraibanas. Uma das grandes vendas foi para a grife Roberta Schiling, que tem cinco lojas nos Estados Unidos e adquiriu uma boa quantidade de renda renascença do cariri paraibano. Uma das lojistas, a carioca Miriam Gorin disse que mais uma vez ficou encantada com a criatividade do artesanato da Paraíba, adquirindo novas peças para sua loja Brasil e Cia Arte Popular, localizada na rua Maria Quitéria, em Ipanema, Rio de Janeiro. Ela já conhecia o trabalho de alguns artesãos e possui trabalhos de Givanildo, Joca dos Galos, Nené Cavalcanti, adquirindo desta vez casinhas de madeira do artesão Pascoal.

Jornal da Paraiba, 23/3/2006


Tribuna de Alagoas, 24/03/2006
Crédito para artesanato chega a R$ 2 mi

O Banco do Nordeste vem aumentando suas aplicações no setor de artesanato alagoano. Em cinco anos, foram mais de R$ 2 milhões liberados para os artesãos de Alagoas e, somente no ano passado, o BNB investiu quase a metade desse valor (R$ 840 mil). O crédito beneficia desde o artesanato produzido nos centros urbanos até o indígena e o quilombola. Para entender melhor o artesanato nordestino, mapear suas tipologias, quantidade de pessoas envolvidas na atividade e a renda gerada pelo setor, o BNB analisa ainda a possibilidade de, até o final do ano, realizar um novo estudo em toda a região, atualizando os dados dessa categoria que datam de 2002. “A maior parte dos recursos é empregada na compra de insumos para a produção da peça artesanal, a exemplo de palha de coqueiro, resina, cola, tinta, tecido, madeira etc. Mas o BNB também financia a aquisição de maquinário, loja para revenda dos produtos e outros artefatos que possam fazer parte da confecção e comercialização do artesanato”, esclarece o gerente de negócios da Agência Maceió-Centro do BNB, Joatan Gomes Costa. Juros As linhas de financiamento variam dependendo do artesão residir e explorar sua atividade no setor urbano ou rural. Para os artesãos do meio rural, o BNB disponibiliza as linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Segundo Joatan Costa, a maioria das operações para o setor é realizada com o Pronaf – Grupo B. “Esses recursos são bastante acessíveis, com juros de 1% ao ano. O financiamento vai até R$ 1.000 e pode ser feito com pessoa física que explore os insumos para o artesanato na zona rural”, destaca o gerente do BNB. Já para os artesãos urbanos, o BNB dispõe do CrediAmigo, seu Programa de Microcrédito Orientado. Nesse caso, o artesão precisa formar um grupo de aval solidário, não havendo necessidade de apresentar garantias reais para o empréstimo. O financiamento vai de R$ 100 a R$ 8 mil, se destinado a capital de giro, ou de R$ 100 a R$ 3 mil, para investimento em maquinário ou reforma e melhoria do estabelecimento. Os juros são de cerca de 2% ao mês